Revista Brasil Construção

Mercado externo ajuda segmento de caminhões

Redação 12/07/2017

A produção de caminhões neste primeiro semestre somou 36 mil unidades, registrando crescimento de 15,3% sobre o mesmo período do ano passado. A alta só foi possível pelo aumento das exportações, que atingiram 13,6 mil unidades, anotando importante acréscimo de 45,4% sobre os mesmos seis meses do ano passado.

O crescimento levou a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) a revisar para cima alguns de seus números e acredita que as exportações de veículos pesados (caminhões e ônibus) somarão até o fim do ano 35,9 mil unidades, resultando em alta de 14,7% sobre 2016. A estimativa anterior era de 34,4 mil unidades embarcadas e alta de 9,7% sobre o ano passado.

“As fábricas estão se empenhando em exportar e têm enviado veículos para o México e também para outros mercados além da América Latina como o continente africano, a Rússia e para países do Oriente Médio”, afirma o vice-presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes. Os maiores volumes embarcados no semestre foram de semipesados (4,8 mil caminhões, alta de 72,4%), pesados (4,77 mil, acréscimo de 33,4%) e leves (2,8 mil, crescimento de 22,8%).

A projeção para a produção de veículos pesados também foi revisada para cima, mas passou de 100 mil para 101,5 mil unidades porque o mercado interno continua com o desempenho muito ruim. De janeiro a junho foram emplacados apenas 21,4 mil caminhões zero-quilômetro, volume 16,1% pior que o do primeiro semestre de 2016.

A queda só não foi mais forte porque os caminhões pesados (segmento de maior volume) tiveram desempenho superior à média. Foram 7,6 mil unidades lacradas no período. Também anotaram queda, mas de apenas 4,1%. “Eles foram ajudados pela safra recorde de 230 milhões de grãos”, recorda Moraes. Já os modelos leves e semipesados anotaram quedas próximas a 24% no acumulado do ano.

A Anfavea preferiu não alterar neste momento a previsão para o mercado interno. Deve fazê-lo mais adiante, aguardando os resultados de julho e agosto, historicamente bons meses. A projeção atual é de 65,6 mil unidades até o fim do ano, com alta de 6,4%.

Fonte: Automotive Business

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