Revista Brasil Construção

WTorre olha para o futuro

Redação 12/07/2017

Fundado há 36 anos e considerado referência na sua área de atuação, o Grupo WTorre trabalha para voltar ao posto de destaque que já ocupou, com empreendimentos que se tornaram cartões postais e parâmetros de engenharia, devido às avançadas tecnologias empregadas nos projetos. Para tal, iniciou em janeiro deste ano um processo de reestruturação, que tem como ponto focal atuar justamente no principal core business que a levou ao posto de modelo a ser seguido: o de trazer soluções inovadoras de engenharia e de modelos de negócios.

Nesse processo de volta às origens, um dos primeiros passos foi a contratação de uma empresa especializada em reestruturação, a Ivix. Com isso, Pedro Guizzo, um de seus sócios, foi nomeado presidente. Assim que assumiu, ele propôs a remodelação de áreas da WTorre e, também, valorização do capital humano e intelectual da companhia, por meio de um processo que pode ser resumido pela sigla P.E.C.I.F.

O executivo explica: “A letra P é de Pessoa. A WTorre definiu um novo perfil para seus profissionais, o de empreendedores corporativos. A segunda letra, o E, é de Estrutura, que passa a ser mais horizontal, com menos níveis hierárquicos e proporciona mais liberdade e responsabilidade ao time, para que desenvolva ao máximo o seu potencial.  O C, de Comunicação, complementa o item anterior, já que possibilita um compartilhamento mais fluido de informações e maior sinergia entre as áreas do grupo. A letra I é de Informação e está diretamente relacionada às condições necessárias para a tomada de decisões nos vários níveis, mas também à medição, que é um instrumento de desempenho e de resultados, face às decisões tomadas. Por fim, vem o F, de Foco, que aponta para aquilo que o grupo sabe fazer de melhor e que está no seu DNA, objetivando direcionar, de forma eficiente, tanto recursos quanto energia”.

Um aspecto que também faz parte do processo de reestruturação é o financeiro. No final do ano passado, a WTorre somava R$ 1,9 bilhão em dívidas, do qual 15% foram quitados e 65% estão bem encaminhados, muito por conta da venda de ativos. Os 20% restantes estão em processo de formalização de acordo, o que dá ao grupo fôlego para continuar sua trajetória. Atualmente, a empresa conta com cerca de 500 funcionários, dos quais 300 diretos.

Walter Torre, fundador da empresa e hoje presidente do conselho da companhia, dedica-se à execução e planejamento dos projetos, assim como na prospecção de novos. A empresa, porém, continua com a filosofia de trabalhar junto à iniciativa privada, embora avalie eventuais oportunidades de projetos do governo. São boas as perspectivas. Em abril, Torre assinou uma carta de intenção para a WTorre participar das obras do Porto Multimodal de São Luís, no Maranhão – um projeto estimado em R$ 1,7 bilhão –, em parceria com a China Communications Construction Company (CCCC).

Hoje, o grupo tem em carteira a arena Allianz Parque, um terço do WT Morumbi, imóveis no Pará e em áreas estratégicas para logística em São Paulo e Rio de janeiro. Quanto às obras em andamento, destacam-se a loja da Leroy Merlin da Marginal Tietê, também em São Paulo, e outros varejistas.

Nova estrutura

Para atingir seus objetivos de retomada, a WTorre estruturou-se em quatro áreas: WTorre Engenharia, WTLog, Capital Live e Properties.

A área de Engenharia atua nos projetos industriais, terminais logísticos, edifícios corporativos, infraestrutura e complexos multiuso e entretenimento. E faz isso com Metodologia de Engenharia de Valor, baseada nos objetivos de negócios de cada empreendimento. Ela foi pioneira no método TILT UP®, que concede economia e velocidade à construção, além de opções arquitetônicas para acabamento externo.

Já a WTLog é responsável pela criação e gestão de condomínios logísticos com localização estratégica, ao passo que Capital Live faz a gestão de venues de entretenimento, que são locais que abrigam espetáculos de esporte e entretenimento.

Properties visa ao desenvolvimento de projetos, com soluções customizadas. É baseada em três pilares. O primeiro é o Build to Suit, no qual adquire-se um terreno, constrói-se e depois aluga-se por meio de um contrato de longa duração. O segundo pilar é o Sale&Lease Back, que faz a aquisição dos ativos, seguida da locação do imóvel para o vendedor. O terceiro pilar chama-se Especulativo: é responsável pela procura de terrenos não óbvios com preços adequados, em locais privilegiados. Um exemplo da área de Properties é o Allianz Parque, que se configura como uma das mais bem-sucedidas arenas multiuso do mundo. Resultante da parceria com a Sociedade Esportiva Palmeiras, é também um dos maiores acordos de negociação de naming rights do planeta.

Fonte: Assessoria

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